A doutrina da elegância
24/04/2010 por Edgard
Reunião de textos clássicos sobre o dandismo, Manual do Dândi (Autêntica, 2010) disseca o universo daqueles que levam a vida com estilo e elegância.
A figura mítica do dândi permanece, e ainda que tenha sofrido mudanças ao longo da história e das revoluções, sua essência continua a mesma: o estilo como forma de vida e, por que não, de sobrevivência face à vulgarização do mundo.
Na coletânea, o clássico “Tratado da vida elegante”, escrito por Balzac em 1830 para a revista La Mode, vem acompanhado de “O Dândi”, de Baudelaire, e “O dandismo e George Brummel”, de D’Aurevilly, além de uma boa compilação de citações e farta referência bibliográfica. Organização e tradução de Tomaz Tadeu.
“Para distinguir nossa vida pela elegância, não basta mais hoje, pois, ser nobre ou acertar uma quadra numa das loterias humanas, é preciso também ter sido dotado dessa indefinível faculdade (o espírito de nossos sentidos, talvez!) que nos leva sempre a escolher coisas verdadeiramente belas ou boas, coisas cujo conjunto combina com a nossa fisionomia, com o nosso destino. Trata-se de um tato refinado, cujo exercício constante é a única coisa que pode fazer com que se descubram subitamente as relações, se prevejam as consequências, se adivinhe o lugar ou o alcance dos objetos, das palavras, das ideias e das pessoas; pois, para resumir, o princípio da vida elegante é um elevado pensamento de ordem e de harmonia, destinado a dar poesia às coisas. Daí este aforismo: IX Um homem torna-se rico, mas nasce elegante (…)“.
(Tratado da Vida Elegante, p. 46, Balzac)
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sábado, 26 de março de 2011
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